26 junho 2010

Fetos não sentem dor antes de 24 semanas de gestação, diz estudo britânico

Fonte: BBC Brasil

Uma análise de estudos recentes sobre o desenvolvimento dos fetos confirmou que não há evidências de que os bebês sejam capazes de sentir dor antes de completar 24 semanas de gestação.

O estudo, feito por médicos do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, na Grã-Bretanha, concluiu que os fetos estão "pouco desenvolvidos e sedados" nesse estágio.

As conexões nervosas no cérebro não se formaram completamente, e o ambiente do útero cria um estado de sono induzido, como um estado de inconsciência, diz o texto.

Espera-se que grupos que fazem campanha contra o aborto questionem as conclusões do estudo.

Debate

A discussão sobre a capacidade do feto de sentir dor até a 24ª semana de gestação é parte de um debate a respeito do limite legal para abortos na Grã-Bretanha. Atualmente, a lei permite o aborto até 24 semanas.

O primeiro estudo se concentrou na questão da dor.

E concluiu que as conexões nervosas no córtex cerebral, área que processa respostas a estímulos dolorosos no cérebro, não se formam por completo antes de 24 semanas.

"Podemos concluir que o feto não é capaz de sentir dor, em qualquer sentido da palavra, antes desse ponto".

Um outro estudo tentou estabelecer que tipo de malformações mentais e físicas poderiam resultar em "deficiências sérias".

Abortos motivados por malformações são permitidos por lei após 24 semanas de gestação. Eles representam 1% do total de abortos em todo o país.

No passado, grupos que querem mudanças na legislação sobre o aborto disseram que o conceito de malformações e suas consequências tem sido interpretado de forma ampla demais, resultando em abortos mesmo quando as malformações são relativamente pequenas - ou pouco graves.

Sobre essa questão, o Royal College concluiu que não seria prático criar-se uma lista de condições tidas como "deficiências sérias" porque é difícil prever o impacto, a longo prazo, de malformações sobre a criança e sua família.

Na última votação sobre o assunto, em 2008, o Parlamento britânico rejeitou propostas para uma redução no limite legal para abortos na Grã-Bretanha.

23 junho 2010

Descoberta pode ajudar a evitar depressão pós-parto

Fonte: BBC Brasil

Cientistas alemães acreditam ter encontrado a causa da melancolia que a maioria das mulheres sofre logo após o parto e esperam que a descoberta contribua para um possível tratamento da depressão pós-parto.

Na primeira semana após dar à luz, cerca de 70% das mulheres sofrem do chamado "baby blues", com queixas que vão desde alterações de humor e ansiedade até falta de apetite e irritabilidade.

Enquanto a maioria delas se recupera em pouco tempo, 13% das mães continuam apresentando os sintomas após os primeiros meses do nascimento do bebê, o que é considerado depressão pós-parto.

A condição é definida como um grande episódio de depressão que começa nas quatro semanas após o parto e é considerada um grande problema de saúde pública.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e Cerebrais, de Leipzig, na Alemanha, descobriram que uma queda brusca dos níveis de estrógeno logo após o parto libera uma enzima no cérebro que bloqueia as substâncias químicas responsáveis pelo bem-estar.

Possível tratamento

O estudo, publicado na revista médica Archives of General Psychiatry, revela que na mesma proporção em que os níveis de estrógeno caem abruptamente nos três a quatro dias após o nascimento do bebê, existe um aumento da enzima monoamina oxidase A (MAO-A) no cérebro.

A enzima quebra os neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, que, além de serem responsáveis por transmitir os sinais entre as células nervosas, também influenciam nosso humor.

Se o funcionamento dos neurotransmissores é afetado, a pessoa inicialmente se sente triste e após certo tempo corre o risco de ficar deprimida.

A MAO-A foi encontrada em níveis 43% mais elevados em mulheres que acabaram de dar à luz do que em um grupo de mulheres que teve filhos há bastante tempo ou não tinha filhos.

Os níveis mais altos foram registrados no quinto dia após o parto, coincidindo com o dia em que o humor das mães está no ponto mais baixo.

Certas drogas podem ser usadas para diminuir os níveis desta enzima e aumentar os níveis das substâncias químicas quebradas por ela.

"Nossos resultados têm o potencial animador de prevenção da alteração de humor pós-parto. Isso pode ter um impacto na prevenção e no tratamento de depressão pós-parto no futuro", afirmou a coordenadora da pesquisa, Julia Sacher.

20 junho 2010

Vitamina B diminui risco de câncer de pulmão, sugere estudo

Fonte: BBC Brasil

Um estudo europeu indicou que pessoas com alta concentração de vitamina B no sangue parecem apresentar risco menor de desenvolver câncer de pulmão.

Os altos níveis de vitamina B6 e do aminoácido metionina cortam o risco pela metade, sugere o estudo, que acompanhou 400 mil pessoas por oito anos.

A vitamina e o aminoácido estão presentes em vários tipos de nozes, peixe e carne vermelha, e também podem ser tomados sob a forma de suplementos.publicado.

O estudo foi publicado pela revista especializada Journal of the American Medical Association. Segundo especialistas ouvidos pela revista, entretanto, parar de fumar continua sendo a melhor maneira de reduzir o câncer de pulmão.

Eles afirmam que ainda é muito cedo para determinar se o consumo de vitaminas traria alguma proteção adicional, já que os níveis mais altos de vitamina B e aminoácidos poderiam simplesmente ser resultado de um estilo de vida mais saudável, o que, por si só, reduziria o risco de câncer.

De acordo com o Fundo Mundial para Pesquisas sobre o Câncer (WCRF, na sigla em inglês), envolvido no estudo, ainda são necessárias novas pesquisas para determinar se o aumento da vitamina B na dieta pode realmente diminuir o risco de câncer e para entender a razão disso.

Dieta saudável

A cientista Panagiota Mitrou, do WCRF, afirmou: “Essas descobertas são muito animadoras já que são importantes para entender o processo de câncer de pulmão e poderiam ter implicações em sua prevenção”.

“Mas apesar de este ser um importante estudo, é vital que passemos aos fumantes a mensagem de que aumentar os níveis de vitamina B6 não é – e nunca será – um substituto para parar de fumar.”

Mas se o resultado for confirmado, isso poderia significar que ex-fumantes e pessoas que nunca fumaram podem fazer algo positivo para diminuir seu risco de desenvolver câncer de pulmão, disse a médica.

O estudo acompanhou quase 400 mil pessoas em 10 países europeus ao longo de oito anos.

Entre elas, estavam pessoas que nunca fumaram, fumantes e ex-fumantes.

Independentemente de fumarem ou não, as pessoas com níveis mais altos de vitamina B6 e metionina no sangue pareciam estar protegidas contra o câncer de pulmão.

Um número muito menor de pessoas neste grupo desenvolveu tumores no pulmão ao longo do estudo, em comparação com as pessoas com a concentração mais baixa destes nutrientes no sangue – 129 pessoas contra 408 respectivamente, de um total de 899 casos de câncer entre os pacientes acompanhados.

O pesquisador chefe do estudo, Paul Brennan, da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, afirmou: “Se novas pesquisas confirmarem nossas conclusões, então o próximo passo será identificar o nível ótimo de concentração de vitamina B no sangue para reduzir o risco futuro de câncer”.

A médica Joanna Owens, do instituto Cancer Research UK, afirmou: "Apesar de este estudo sugerir uma relação entre os níveis de vitamina B no sangue e a redução do risco de câncer de pulmão, isso não prova que a vitamina B possa diretamente proteger contra a doença”.

“A forma mais importante de se proteger contra o câncer de pulmão é parar de fumar. Nenhuma quantidade de vitaminas pode contrabalançar os riscos apresentados pelo fumo.”

19 junho 2010

Aumento do risco de câncer com bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA)

Fonte: University Hospitals Case Medical Center
Copyright: Medical News Today


Cardiologistas da University Hospitals Case Medical Center fizeram uma nova pesquisa mostrando um risco aumentado de câncer com um grupo medicamento para tratamento da pressão arterial conhecidos como bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA).

Esta classe de drogas é usado por milhões de pacientes, não só para a hipertensão arterial mas também para a insuficiência cardíaca , redução do risco cardiovascular e doença renal diabética.

Drs. Ilke Sipahi, Daniel I. Simon e James C. Fang do Hospital da Universidade de Coração McLaughlin Harrington & Vascular Institute's., completaram recentemente uma meta-análise de mais de 60.000 pacientes escolhidos aleatoriamente para tomar qualquer um BRA ou um medicamento de controle. Seus resultados são publicados online no The Lancet Oncology.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes randomizados para BRAs "aumentaram significativamente o risco de câncer de novo", em comparação com pacientes de controle.

“Nós descobrimos que o risco de novos canceres aumentou com estes medicamentos em 8-11%", disse o Dr. Ilke Sipahi, diretor associado de insuficiência cardíaca e transplante e professor assistente da Case Western Reserve University School of Medicine. "Mais importante, o risco de câncer de pulmão aumentou em 25 por cento."

No entanto, a investigação não estabeleceu qualquer ligação entre BRA e outros tipos de câncer, como o câncer de mama .

"Esta é a primeira vez que uma associação entre a BRA e desenvolvimento do câncer é sugerido", Dr. Sipahi continuou. "Embora nossos resultados são sólidos, eles precisam ser replicados em outros estudos antes que possam ser considerados definitivos.”

Antes deste estudo, não houve grandes preocupações de segurança com BRAs exceto para uso na gravidez e em pacientes com insuficiência renal crônica ou bloqueios das artérias renais. Curiosamente, estudos anteriores com animais foram negativas para o desenvolvimento do câncer.

"Na medicina, os médicos devem ponderar os benefícios e os riscos de todas as drogas e terapias." disse o Dr. Daniel Simon, diretor do Hospital da Universidade de Coração McLaughlin Harrington & Vascular Institute's e professor da Case Western Reserve University School of Medicina. “Recomendamos que os pacientes discutam os resultados deste estudo com seus médicos, BRAs são agentes eficazes no tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Meta-análises são uma ferramenta poderosa para olhar para os sinais de segurança de baixa frequência, mas necessitam de confirmação com outras abordagens, tais como a saúde nacional e conseguiu grandes registros de atendimento."

Café e chá protegem contra problemas cardíacos, diz estudo

Fonte: BBC Brasil

Tomar várias xícaras de café ou chá por dia pode proteger o consumidor de doenças cardíacas, segundo um estudo holandês realizado durante 13 anos.

As pessoas que tomavam mais de seis xícaras de chá por dia reduziram o risco de doenças do coração em um terço, segundo a pesquisa, que envolveu 40 mil pessoas.

O consumo de dois a quatro cafés por dia também estaria ligado a um risco menor.

Enquanto o efeito protetor cessava com mais de quatro xícaras de café por dia, até aqueles que bebiam esta quantidade não apresentavam riscos maiores de morrer por nenhuma causa, incluindo derrame e câncer, do que aqueles que não bebiam nada.

Os holandeses costumam tomar café com uma pequena quantidade de leite e chá sem leite. Houve descobertas conflitantes sobre a influência do leite nos polifenóis, considerados a substância mais benéfica encontrada no chá.

O café tem propriedades que poderiam em teoria aumentar e reduzir os riscos simultaneamente - potencialmente aumentar o colesterol ao mesmo tempo em que combate o prejuízo inflamatório associado à doença cardíaca.

Porém, o estudo publicado no Journal of the American Heart Association concluiu que os que tomavam entre dois e quatro xícaras por dia diminuíam os riscos da doença em 20%.

"É basicamente uma história de boas notícias para aqueles que gostam de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem aumentar o risco de morte de alguma outra causa", afirmou Yvonne van der Schouw, que liderou a pesquisa.

Ellen Mason, da British Heart Foundation, disse que o estudo reforça os indícios de que tomar chá e café em moderação não é prejudicial à maioria das pessoas e pode até reduzir o risco de desenvolver, ou morrer, de doenças cardíacas.

"Porém, é bom lembrar que levar uma vida saudável é o que realmente importa quando se quer deixar o coração em boas condições. Fumar um cigarro com seu café cancelaria completamente qualquer benefício, e tomar muito chá em frente à televisão durante horas sem fim sem se exercitar provavelmente não protegeria muito seu coração", afirmou Mason.

18 junho 2010

Médicos testam sistema que alerta epilético antes de ataques

Fonte: BBC Brasil

Médicos australianos estão testando um sistema com sensores elétricos dentro do crânio para alertar pacientes epiléticos antes que eles tenham ataques.

Os sensores enviam mensagens a um dispositivo implantado no peito do paciente, que por sua vez manda sinais a um pager que alerta o paciente sobre o ataque iminente.

Segundo Mark Cook, um dos integrantes da equipe do Melbourne St Vincent Hospital, em Melbourne, se funcionar, o sistema representará um “avanço impressionante”.

"Nunca imaginamos que seríamos capazes de prever ataques epiléticos dessa maneira", disse.

"Se funcionar como esperamos, (o sistema) vai transformar a vida de muitas pessoas."

Eletricidade

A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que pode provocar convulsões repentinas, perda de consciência e outros sintomas.

Os eletrodos instalados dentro do crânio do paciente comunicam quaisquer mudanças na atividade elétrica do cérebro ao dispositivo no peito.

A ideia é que o aviso do pager dê ao paciente tempo suficiente para tomar remédios ou alertar amigos e a família.

A primeira pessoa a testar a nova técnica é Jason Dent, de 26 anos, que mora na cidade de Hobart, na Austrália.

Dent sofre de uma forma grave de epilepsia que não pode ser controlada com remédios ou procedimentos cirúrgicos.

Sua mãe, Helen Crossin, está esperançosa.

"Se soubesse que ele estava seguro, eu poderia relaxar um pouco mais", ela disse.

Crossin acrescentou que seria maravilhoso, para o filho, poder ter algum controle sobre a condição que o aflige a vida toda.

A companhia americana que está desenvolvendo o novo sistema disse esperar que ele esteja disponível no mercado dentro de cinco anos.

13 junho 2010

Café reduz risco de câncer de próstata, indica estudo

Fonte: BBC Brasil

O trabalho concluiu que os homens que consumiam quantidades grandes de café tinham 60% menos riscos de apresentar tumores agressivos do que os que não bebiam café.

O café tem efeito sobre a forma como o corpo quebra as moléculas de açúcar e também sobre os índices dos hormônios sexuais - ambos fenômenos que já foram associados ao câncer da próstata em outros estudos.

A pesquisa, feita por especialistas da Harvard Medical School, foi apresentada durante uma conferência da American Association for Cancer Research.

"Poucos fatores ligados ao estilo de vida foram associados de forma consistente aos riscos de câncer na próstata, especialmente aos riscos de formas mais agressivas da doença, então será muito estimulante se esse vínculo for confirmado em outros estudos", disse Kathryn Wilson, uma das pesquisadoras.

Os pesquisadores não sabem ao certo que componentes do café poderiam ter esse efeito positivo.

Entretanto, sabe-se que ele contém minerais e antioxidantes, que limitam danos aos tecidos causados pela liberação de energia nas células.

Mais Estudos

Os pesquisadores monitoraram o consumo de café em quase 50 mil homens a cada quatro anos entre 1986 e 2006.

Eles ressaltam que mais pesquisas são necessárias antes que se tire qualquer conclusão sobre os efeitos benéficos do café.

Mas uma coisa é certa, disse Wilson: "Nossos resultados indicam que não há razão para deixar de beber café em função de preocupações sobre o câncer da próstata".

Comentando o novo estudo, uma representante da entidade beneficente The Prostate Cancer Charity, Helen Rippon, disse que pesquisas anteriores a respeito do efeito da bebidas cafeinadas sobre o câncer da próstata tiveram resultados ambíguos.

"Não recomendaríamos que homens adotem o hábito de beber muito café baseados nesse estudo, até porque o alto consumo de cafeína podem causar outros problemas à saúde".

"Por outro lado, os que já tomam regularmente uma xícara de café vão ficar aliviados em sabe que não precisam desistir do hábito por conta da próstata".