31 outubro 2010

Riscos de automedicação são ainda maiores para as crianças, alerta especialista

Muito tem se falado dos riscos da automedicação para a saúde, mas muitas pessoas continuam usando remédios sem recomendação médica. No caso das crianças, isso é ainda mais grave - elas respondem por quatro em cada dez casos de intoxicações farmacológicas, e esse uso sem indicação clínica pode ser fatal. Segundo o último levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), em 2008, foram intoxicadas pelo uso incorreto de medicamentos 9.956 crianças de até nove anos - o que representa, aproximadamente, 38% dos casos de intoxicações farmacológicas.

De acordo com o médico Edson Liberal, presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, mesmo em doses corretas, a automedicação infantil pode trazer graves consequências para a criança. O pediatra destaca que as intoxicações podem ocorrer quando os pais administram, por conta própria, remédios nos filhos, e nos casos em que a criança ingere o medicamento inconscientemente, pensando ser bala, por exemplo.

"Há uma tendência em se administrar medicamentos indiscriminadamente, como aqueles para tosse ou resfriado", aponta o especialista. Ele destaca que o hábito de ter “farmácias caseiras” também não é recomendado. "Quanto menos medicamentos em casa, melhor. Eles devem ser mantidos longe do alcance das crianças". E, nos casos de administração incorreta, o pediatra aponta que é necessário entrar em contato com um centro de intoxicação e com o médico e, se necessário, levar a criança para atendimento.

Para o especialista, a variação das consequências é ampla e pode, inclusive, levar à morte, pois alguns remédios têm efeitos colaterais severos. "No caso de ocorrer interações medicamentosas o resultado pode ser ainda mais perigoso. Alguns remédios, quando utilizados simultaneamente, podem potencializar a ação do outro ou até causar a perda do efeito", explica. E os medicamentos homeopáticos - que não são agressivos e não possuem contraindicações para crianças - também não estão livres da necessidade de recomendação médica. "Todos os profissionais de medicina estão aptos a indicar medicamentos, por isso devem ser consultados em casos de necessidade", concluiu.

30 outubro 2010

Gel poderia substituir pílula anticoncepcional

Fonte: BBC Brasil

Cientistas americanos afirmaram que um gel contraceptivo aplicado diretamente na pele poderia ser usado como uma alternativa à pílula anticoncepcional.

O produto, chamado Nestorone, está sendo desenvolvido pela indústria farmacêutica americana Antares Pharma e a pesquisa foi apresentada durante a conferência da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Denver, nos Estados Unidos.

O produto pode ser aplicado como um creme no abdome, nas coxas, braços e ombros e é rapidamente absorvido pela pele sem deixar resíduo. Testes clínicos preliminares mostraram que o creme é eficaz e tem boa tolerância, sem produzir os efeitos colaterais secundários associados à pílula como náusea, aumento de peso e acne.

O ingrediente mais importante é um novo tipo de progesterona sintética, muito parecida com o hormônio natural. O remédio também tem uma classe de estrogênio quimicamente idêntico ao produzido pelas mulheres.

Segundo os cientistas, o medicamento também pode ser usado por mulheres que estão amamentando, ao contrário da pílula, que pode interferir na produção do leite materno.

Três miligramas

A médica Ruth Merkatz, do centro de pesquisa da organização sem fins lucrativos Population Council, com sede em Nova York, fez o estudo sobre o produto com 18 mulheres entre 20 e 30 anos. De acordo com este estudo, a dose ideal é de três miligramas do creme por dia.

No período de sete meses nenhuma das mulheres que usou o tratamento ficou grávida. Os exames hormonais mostraram que o gel conseguiu suprimir a produção de óvulos nos ovários da mulheres testadas.

"Estamos nas primeiras etapas de seu desenvolvimento, mas agora poderíamos continuar testando em muitas outras mulheres", afirmou Merkatz. O novo creme funciona da mesma forma que o adesivo anticoncepcional, disponível atualmente em alguns países. O adesivo é colocado sobre a pele e libera uma dose regular de progesterona e estrogênio, que evita que os ovários liberem um óvulo a cada mês.

Mas, o adesivo tem duas grandes desvantagens em relação ao gel, é visível e pode se soltar da pele.

Alternativa

Apesar dos estágios iniciais dos testes, os cientistas afirmam que o novo creme poderia oferecer uma alternativa à pílula anticoncepcional, usada por milhões de mulheres em todo o mundo.

"Qualquer sistema contraceptivo que aumente a seleção de métodos disponíveis para as mulheres e ajude a evitar a gravidez indesejada é bem-vindo", afirmou Natika Halil, diretora de informação da Associação Britânica de Planejamento Familiar.

Mas, Halil alerta que "este produto não será conveniente para todas as mulheres, apenas para aquelas que se sintam confortáveis ao usá-lo na pele".

Produto usado em recipientes de comida afeta fertilidade masculina

Fonte: Olhar Direto
O produto químico Bisfenol-A, que demonstrou aumentar o risco de disfunções sexuais masculinas, reduz a concentração e qualidade do sêmen, segundo estudo publicado esta quinta-feira, 28.

A pesquisa foi realizada durante cinco anos com 514 operários que trabalhavam em fábricas da China. O Bisfenol-A, ou BPA, é um composto químico que serve para diluir a resina de poliéster a fim de torná-la mais líquida e facilitar sua laminação. Está presente em grande quantidade de recipientes alimentares e de bebidas, como mamadeiras, bem como em resinas de selagem dentária.

Os autores constaram que aqueles que continham concentrações de BPA mais elevadas na urina multiplicavam os riscos de produzir sêmen de má qualidade. "Diferente dos homens que não tinham vestígios detectáveis de BPA na urina, aqueles que tinham conteúdos mais elevados multiplicavam por mais de três o risco de ter uma concentração diminuída de seu sêmen", afirmou De-Kun Li, epidemiologista do Kaiser Permanente (consórcio privado americano de cuidados médicos) e principal autor do estudo publicado na revista Fertility and Sterility.

Este é o primeiro estudo realizado sobre homens para avaliar o vínculo entre o sêmen e o BPA. Pesquisas anteriores feitas em animais mostraram que o BPA tem efeitos nefastos sobre os órgãos reprodutores de camundongos machos e fêmeas.

Este é o terceiro estudo de Li sobre o tema. Um trabalho publicado em novembro de 2009 demonstrou que a exposição a níveis elevados de BPA aumenta o risco de disfunções sexuais. Outro, divulgado em maio de 2010 mostrou vínculos entre o BPA na urina e o comprometimento das disfunções sexuais masculinas.

O Canadá foi o primeiro país a classificar, em outubro, o BPA na categoria de substâncias tóxicas. Em março de 2009, os seis maiores fabricantes americanos de mamadeiras decidiram suspender a venda nos Estados Unidos de produtos com BPA.

Cochilo após o almoço pode melhorar o rendimento de trabalhadores, diz especialista

Fonte: Prontuário de Notícias/Anamt

Tirar uma soneca por, no máximo, 30 minutos após o almoço pode melhorar o rendimento no trabalho, na escola e nas tarefas diárias, segundo recente estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os pesquisadores, o cochilo fortalece a capacidade de pensamento e de absorção de novas informações. "Os cochilos diminuem a sonolência, melhorando consideravelmente o estado de alerta, o que melhora o desempenho no trabalho", explica Frida Marina Fischer, presidente da Comissão Técnica de Organização do Trabalho da Associação Nacional de Medicina do Trabalho.

Em pesquisa sobre o tema - independente do estudo americano -, a médica do trabalho analisou as condições ambientais e organizacionais do cochilo e a sua importância durante o trabalho noturno entre profissionais de enfermagem. E observou que dormir brevemente durante o dia, além de melhorar o estado de alerta durante o trabalho, pode contribuir para compensar a reduzida duração do sono noturno. Entretanto, ela destaca que os resultados indicaram ser importante criar as condições adequadas para essa prática.

Muito comum em países europeus, a soneca - ou a famosa sesta - está ganhando espaço nas empresas brasileiras, que começam a investir em ambientes chamados "cochilódromos". Um exemplo disso, de acordo com a especialista, é que, recentemente, uma indústria de móveis de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, criou um cômodo amplo com 25 leitos, onde os funcionários podem descansar por até 45 minutos após o almoço.

Para as pessoas que trabalham no turno da noite ou em plantões longos, o cochilo auxilia a reduzir a fadiga e a sonolência. De acordo com a especialista, "usualmente sente-se muito sono durante a noite, quando estamos trabalhando num período em que deveríamos estar repousando". Dessa forma, mesmo no período noturno, a prática surte efeitos positivos para o profissional.

Soneca pelo mundo

Na Espanha, o hábito de cochilar após o almoço, chamado siesta, é uma instituição. Entretanto, a duração da hora do almoço causa estranheza aos estrangeiros. Em Barcelona, por exemplo, o intervalo pode ser de mais de duas horas, tempo em que o trabalhador volta para casa, almoça, descansa e retorna ao trabalho. Para equilibrar, é comum, na região da Catalunha, o expediente terminar após as 20h. A prática espanhola também é encontrada em países da America Latina, além de China, Índia e Grécia.

Os benefícios do cochilo breve estão sendo comprovados em diversas nações e têm recebido boa aceitação nos ambientes profissionais. Exemplo disso foi a ideia de uma empresa argentina de construir um "cochilódromo" no centro de Buenos Aires, em junho deste ano. O serviço inclui massagens e chá para ajudar no relaxamento. Mas o atendimento não é barato: cada sessão de 25 minutos de cochilo custa o equivalente a R$ 45, e os pacotes com massagem custam em torno de R$ 80.

Implante no ouvido poderá ser usado para tratar labirintite

Fonte: Diário da Saúde

Vertigens

Um paciente tratado no Centro Médico da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de receber o primeiro implante de um dispositivo que visa acabar com as incapacitantes vertigens associadas com a doença de Meniere.

Os médicos que desenvolveram o dispositivo implantável esperam que o sucesso do experimento, que envolverá 10 pacientes, leve ao desenvolvimento de implante similares para outros distúrbios do equilíbrio mais comuns - popularmente conhecidos como labirintite - que atormentam milhões de pessoas em todo o mundo.

"O que estamos propondo aqui é uma terapia potencialmente mais segura e mais eficaz do que a que existe agora," diz o Dr Jay Rubinstein, um cirurgião auditivo que ajudou a desenvolver o implante.

Síndrome de Meniere

A Síndrome de Meniere pode atingir qualquer pessoa, mas ocorre principalmente em pessoas entre as idades de 30 e 50 anos. A doença acomete mais frequentemente um dos ouvidos, embora cerca de 30 por cento dos casos sejam bilaterais.

A doença afeta a audição e o equilíbrio, com variada intensidade e frequência, mas pode ser extremamente debilitante.

Acredita-se que suas crises episódicas resultem da ruptura de uma membrana do ouvido interno. O fluido endolinfático vaza do sistema vestibular, causando estragos à percepção de equilíbrio pelo cérebro.

Para evitar náuseas e vômitos, as pessoas devem ficar deitadas, geralmente durante várias horas e às vezes até metade de um dia, enquanto a membrana se autorrepara e o equilíbrio é restaurado.

Como os ataques surgem praticamente sem aviso, um diagnóstico da Síndrome de Meniere pode levar as pessoas a mudar de carreira e ter limitações em seus estilos de vida.

Implante contra labirintite

Com o novo implante, os médicos esperam restaurar o equilíbrio do paciente durante os ataques, deixando a função auditiva normal.

O paciente usará um processador instalado atrás da orelha comprometida e pode ativá-lo quando sentir o início de um ataque.

O processador comunica-se por meio de sinais de rádio com o implante, que é inserido cirurgicamente no interior de um pequeno furo feito no osso temporal.

O implante, por sua vez, transmite impulsos elétricos através de três eletrodos inseridos dentro dos canais do labirinto, no ouvido interno.

"É uma substituição", explica o Dr. James Phillips, membro da equipe. "Isso não muda o que está acontecendo na orelha, mas elimina os sintomas, substituindo a função do ouvido até que ele se recupere."

Segundo ele, se o teste for bem-sucedido, isso irá incentivar a colaboração da equipe com outros pesquisadores que estudam distúrbios do equilíbrio mais comuns na população.

Médicos são condenados por operações desnecessárias na Itália

Fonte: BBC Brasil

Oito médicos italianos foram condenados a prisão nesta sexta-feira pela realização de dezenas de operações desnecessárias para obter ganhos financeiros, de acordo com o jornal La Repubblica.

O diário italiano disse que os médicos da clínica Santa Rita, em Milão, fizeram mais de 80 operações desnecessárias, incluindo a remoção de pulmões e seios.

O responsável pela departamento torácico da clínica, Pier Paolo Brega Massone, foi condenado a 15 anos e meio de prisão.

O juiz do caso descreveu Massone como "cruel e despido de qualquer senso de compaixão humana".

Casos

O La Repubblica diz que a sentença foi recebida com aparente indiferença pelos médicos. Seus advogados dizem que vão recorrer da decisão.

As operações desnecessárias ocorreram entre 2005 e 2007 para que a instituição, apelidada de "clínica dos horrores" pela imprensa italiana, cobrasse subsídios do governo.

Entre os casos desnecessários, foram registrados os de dezenas de pacientes com tuberculose que tiveram seus pulmões retirados.

Uma garota de 18 anos de idade teve um seio removido quando a simples retirada de um nódulo teria sido suficiente, diz o jornal.

Em outro caso, uma senhora de 88 anos foi submetida a três cirurgias de pulmão quando apenas uma teria sido necessária.

Três dos médicos, incluindo Massone, terão que cumprir as sentenças atrás das grades, e os outros cinco receberam penas de prisão domiciliar, disse o La Reppublica.

29 outubro 2010

Ausência de antibióticos eficazes para ‘superbactérias’ preocupa especialistas

Fonte: BBC Brasil

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que obriga farmácias a reterem receitas de antibióticos, cujo uso indiscriminado é apontado como um fator para o fortalecimento das chamadas “superbactérias”.

E, para evitar contaminações pela KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), que seria responsável por pelo menos 18 mortes no Distrito Federal e se tornou resistente a antibióticos, a Anvisa obrigará hospitais e clínicas a colocar recipientes de álcool em gel em suas dependências.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil, no entanto, alertam para um problema que vai além da contaminação: a produção de medicamentos para o tratamento das vítimas.

“A resistência de bactérias não é nenhuma novidade”, disse à BBC Brasil David Uip, diretor do hospital Emilio Ribas. “O que preocupa é a falta de perspectiva (quanto à produção de medicamentos). Atualmente, estamos reabilitando velhos antibióticos, como polimixina, e usando-os com novos para melhorar sua performance.”

Para Giuseppe Cornaglia, microbiologista da Universidade de Verona (Itália) e membro da Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, superbactérias “são um problema de saúde pública para o qual não teremos antibióticos nos próximos dez anos”.

Ana Cristina Gales, professora de infectologia da Universidade Federal de São Paulo, afirma que há testes sendo feitos para drogas que possam combater a bactéria KPC, “mas, para bactérias resistentes à polimixina, não há opção terapêutica”. Mesmo experiências com vacinas e anticorpos têm eficácia incerta.

KPC e NDM-1

Só no Distrito Federal, região mais atingida do país, a Secretaria da Saúde local contabilizou 194 casos de KPC até 22 de outubro. Mas a superbactéria está restrita aos hospitais e não deve causar epidemias, segundo especialistas consultados.

Superbactérias semelhantes têm sido identificadas em outros lugares. O caso mais recente a ganhar repercussão mundial é do NDM-1, enzima que fortalece as bactérias perante medicamentos usados para combater infecções graves, causadas por outras bactérias resistentes.

Estudo do médico Timothy Walsh publicado em setembro no periódico especializado Lancet identificou infecções por bactérias portadoras do NDM-1 na Índia, no Paquistão e na Grã-Bretanha. Há relatos de casos também na América do Norte, na Austrália e em outros países da Europa.

“É grande o potencial (da bactéria) de se tornar um problema de saúde pública mundial, e é necessária vigilância coordenada internacional”, escreveu Walsh.

Muitos especialistas relativizam a possibilidade de superbactérias se tornarem uma calamidade global, mas advertem para sua rápida proliferação.

“Em muitos casos, temos portadores (da bactéria) que não estão nem ficarão doentes. Mas ela se espalha muito rapidamente”, disse Cornaglia.

Correr contra o tempo

O cientista afirma que não há formas de controlar o surgimento de bactérias resistentes. Elas sempre encontram um jeito de superar os medicamentos.

“A questão é o tempo. Quanto mais disseminado o uso de antibióticos, mais rapidamente elas ficarão resistentes”, explicou Cornaglia.

“Quanto menor for o controle, mais rapidamente elas se proliferarão. Podemos tornar o processo mais lento usando antibióticos de uma melhor forma.”

Para Ana Cristina Gales, o controle da proliferação passa por aumentar a proporção de funcionários por pacientes nos hospitais e sempre bater na tecla da higiene. “Todos nos hospitais têm de lavar as mãos. É a medida mais simples e importante.”

A prescrição e o uso disseminados dos antibióticos também preocupam os especialistas.

Para aumentar o controle sobre seu uso, a Anvisa determina, na resolução publicada nesta quinta-feira, que a farmácia retenha a primeira via da receita do medicamento, sob pena de multa e interdição se não o fizer. A segunda via da receita é carimbada e devolvida ao paciente.

Mas, além do uso tradicional, os medicamentos se fazem presentes em formas menos óbvias, diz Gales: “há antibióticos nos resíduos descartados por hospitais, nos animais criados na pecuária. Seria necessário discutir seu controle em todos os setores”.

Investimentos

Quanto à produção de novas drogas, Uip se diz pessimista. Calcula que, da descoberta em laboratório da molécula a ser usada contra as superbactérias até a comercialização do remédio produzido, sejam necessários investimentos de “800 milhões de euros”.

“Por isso, defendo uma política pública global no desenvolvimento de antibióticos”, opinou Uip.

Nos Estados Unidos existe até lobby por uma iniciativa do tipo.

A organização Infectious Diseases Society for America defende “a união das comunidades científica, industrial, econômica, intelectual, política, médica e filantrópica” para desenvolver dez novas drogas antibacterianas até 2020, sob o argumento de que “infecções resistentes estão crescendo nos EUA e ao redor do mundo”.