Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens

06 novembro 2011

Nozes ajudam no tratamento de obesidade, diz estudo

Fonte: UOL Ciência e Saúde

Cientistas encontraram relação entre o consumo de nozes e o aumento dos níveis de serotonina no corpo de pacientes obesos com risco elevado de desenvolver doenças cardíacas. O estudo foi publicado na revista ACS' Journal of Proteome Research.

A serotonina é uma substância que ajuda a transmitir os sinais nervosos e diminui a sensação de fome, além disso, ela faz com que as pessoas se sintam mais felizes e melhora a saúde do coração.

De acordo com Cristina Andrés-Lacueva, autora do estudo, e sua equipe da Universidade de Barcelona, a presença da serotonina é importante para os pacientes obesos, pois eles têm excesso de gordura abdominal, açúcar elevado no sangue e pressão arterial elevada, o que aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Mudanças na dieta podem ajudar os pacientes a perder o excesso de peso e tornar-se mais saudável. Entre as alterações, recomenda-se o consumo regular de nozes. O nutriente é considerado saudável, pois tem gorduras saudáveis, como os ácidos graxos insaturados, e antioxidantes.

Para verificar os efeitos bioquímicos do consumo de nozes, os pesquisadores colocaram 22 pacientes com síndrome metabólica em uma dieta enriquecida com nozes por 12 semanas. Eles foram comparados a outros 20 pacientes que foram orientados a evitar nozes.

Os cientistas analisaram os compostos presentes na urina dos pacientes e encontraram evidências de mudanças saudáveis. Uma delas foi que as nozes aumentaram os níveis de serotonina na urina.

Eles ressaltam que o estudo fornece a primeira evidência em seres humanos dos efeitos benéficos do consumo de nozes na redução dos níveis de substâncias no corpo associada com inflamação e outros fatores de risco cardiovascular em pacientes obesos.

01 outubro 2011

Cientistas testam pílula que acaba com a bebedeira

Fonte: UOL Ciência e Saúde

Cientistas estão trabalhando para criar uma pílula capaz de impedir a bebedeira. Com o seu uso será possível beber sem sentir os sintomas da embriaguez como falta de equilíbrio e reflexos lentos. A substância foi testada em ratos que recebiam uma injeção de álcool capaz de os derrubar, mas apresentaram reflexos e capacidade de equilíbrio normais. A pesquisa é da Universidade de Adelaide, na Austrália, e foi feita em parceria com pesquisadores dos Estados Unidos.

Segundo reportagem da ABC, a substância utilizada pelos pesquisadores não é nova, ela se chama naloxone e é atualmente aprovada pelo FDA - órgão que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos - para o tratamento de overdose de heroína em humanos. Mas a forma do naloxone utilizada foi levemente alterada para atingir as células da glia, que protegem o cérebro, e não os neurônios.

De acordo com o Daily Mail, os cientistas descobriram que, ao desativar as células do sistema imunológico do cérebro - as células da glia, que ocupam 90% do cérebro e o protegem de infecções como a meningite - é possível ministrar grandes quantidades de álcool sem perceber os efeitos da bebedeira.

Com o bloqueio dos efeitos do álcool no cérebro os pesquisadores acreditam que, além de evitar os micos causados pela ingestão exagerada de álcool, será possível tratar o alcoolismo, limitando a sensação que o consumo desta bebida tem para os alcoólatras. Os cientistas ainda precisam avançar nas pesquisas para começar a fazer testes em humanos, mas acreditam que a pilula pode estar disponível para a venda em três anos.

26 agosto 2011

Recém-formado poderá ter bônus para residência

Fonte: O Estado de São Paulo

Matéria sugerida pelo usuário: @marcelomed76

Médico trabalharia até 2 anos em cidades carentes, no Programa Saúde da Família, e teria vantagem ao prestar exame de residência

Além de querer expandir vagas para a formação básica em medicina, o plano nacional de educação médica, que está sendo finalizado pelo governo federal, prevê também a distribuição mais criteriosa das vagas de residência, que formam especialistas.

Segundo Milton de Arruda Martins, do Ministério da Saúde, um levantamento do Observatório de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde de São Paulo apontou que 82% dos médicos permanecem trabalhando no Estado onde fizeram residência.

"A gente quer garantir as vagas de residência médica de forma que as especialidades sejam distribuídas de acordo com a necessidade de cada Estado", diz.

O governo também quer encontrar formas de manter os médicos nos Estados que mais precisam. Uma das ideias em análise é a proposta do serviço civil, que oferece incentivos financeiros para manter o profissional recém-formado em áreas remotas.

Voluntariamente. A ideia do governo é que, de forma voluntária, o médico recém-formado tenha acesso à lista de cidades mais distantes, onde há carência de profissionais, e passe a integrar o Programa Saúde da Família (PSF) por até dois anos.

"Não existe solução única. Ele receberia salário de médico da família (que gira em torno de R$ 9 mil) e poderá ter um bônus de 10% ou 20% como forma de vantagem quando ele prestar o exame de residência", diz Martins, reforçando que o assunto ainda precisa ser mais discutido com a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

"A gente vai oferecer condições para atrair os médicos para o Programa Saúde da Família. Em vez de ele se preparar para o concurso de residência, ele se habilitaria para atender a população. E isso, no futuro, contaria pontos para a prova de residência", diz Jatene.

Coerção. O Conselho Federal de Medicina (CFM) refuta a proposta de beneficiar na prova de residência os médicos que participem do programa. "A medida não configura voluntariedade e também é uma forma de coerção", avalia Carlos Vital.

"É um desrespeito ao egresso remetê-lo a áreas longínquas e sem condições de trabalho, e também à população do local, que será servida por profissionais recém-formados, tensos e ansiosos pelas condições de trabalho e pela pouca experiência. Não é justo com o médico nem com a população", diz Vital.

Antonio Carlos Lopes, médico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-secretário executivo da CNRM, tem posição semelhante. "Dessa forma, o mérito é jogado fora. Quem participa do Programa Saúde da Família é médico iniciante que quer juntar dinheiro e profissional em fim de carreira", diz. "É ruim para a população, porque os recém-formados são médicos, mas não são especialistas."

A atual secretária executiva da CNMR, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, disse que prefere ter conhecimento do plano para opinar.

21 agosto 2011

Médica defende casa com cartaz e seringas 'infectadas' com HIV

Fonte: Folha.com

Vítima de dois furtos nas últimas semanas, uma médica de Brasília chocou os vizinhos ao pregar no portão cartaz com os dizeres "muro com sangue HIV +, não pule", acompanhado de manchas cor de sangue e seringas amarradas ao muro com as pontas viradas para cima.


Sérgio Lima/Folhapress
Cartaz com a informação "Muro com sangue HIV +, não pule" permanece na casa; seringas foram retiradas
Cartaz com a informação "Muro com sangue HIV +, não pule" permanece na casa; seringas foram retiradas

A reportagem esteve na casa da médica neste domingo, mas não conseguiu localizá-la. O cartaz e as manchas permaneciam no muro, mas as seringas foram retiradas após visita da vigilância sanitária e a veiculação de reportagem no "DFTV", da "Rede Globo".

A casa fica dentro do condomínio RK, em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília.

"Não é admissível uma médica tomar uma atitude assim [...] Como se sente o portador de HIV vendo sua situação ser tratada como motivo de repúdio?", disse a síndica do local, Vera Barbieri. Ela diz acreditar que a médica retirou seringas para evitar problema profissional.

A casa da médica foi alvo de dois pequenos furtos, diz Barbieri. Há dez dias, um cortador de grama foi roubado, mas recuperado na sequência pela segurança do condomínio. Depois do incidente, uma TV foi levada.

A síndica admite que são registrados pequenos furtos, mas diz que as ocorrências são "pouquíssimas para o tamanho do condomínio".