08 janeiro 2011

`Sono de beleza´ não é mito, diz estudo

Fonte: BBC Brasil

Um estudo sueco publicado na revista especializada British Medical Journal diz que a ideia de que as pessoas precisam de um "sono de beleza" está correta.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo, afirmam que pessoas privadas de sono por longos períodos parecem menos atraentes e saudáveis do que as que dormiram bem.

A equipe de cientistas escolheu 23 homens e mulheres para serem fotografados depois de oito horas de sono e novamente após ficarem acordados por 31 horas.

Em seguida, o grupo pediu a observadores que avaliassem as fotografias.

As imagens obedeceram a um padrão. Todas as pessoas estavam à mesma distância da câmera, nenhuma usava maquiagem e todas tinham a mesma expressão.

Segundo o relatório da pesquisa, os rostos dos voluntários quando estavam privadas de sono foram percebidos como menos saudáveis, mais cansados e menos atraentes do que nas fotos após terem dormido oito horas.

Apesar de ser bastante conhecido, os pesquisadores diziam que faltava comprovação científica do conceito de "sono de beleza".

Os cientistas dizem que os resultados podem ajudar em consultas médicas, permitindo que o médico detecte mais facilmente sinais de doença nos pacientes.

07 janeiro 2011

Pesquisa indica que chá verde protege contra Alzheimer e câncer

Fonte: BBC Brasil

Um estudo da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, indica que o chá verde pode proteger o cérebro de doenças como o Mal de Alzheimer e outros tipos de demência.

A pesquisa, divulgada na publicação especializada Phytomedicine, também sugere que o antigo remédio chinês que tem se popularizado no mundo todo também pode ter um papel muito importante na proteção do corpo contra o câncer.

No estudo, os cientistas investigaram se as propriedades benéficas do chá verde, que já tinham sido comprovadas no chá recém-preparado e não digerido, ainda se mantinham ativas uma vez que o chá fosse digerido.

De acordo com Ed Okello, professor da Escola de Agricultura, Alimento e Desenvolvimento da Universidade de Newcastle e que liderou o estudo, a digestão é um processo vital para conseguir os nutrientes necessários, mas também significa que nem sempre os compostos mais saudáveis dos alimentos serão absorvidos pelo corpo, podendo se perder ou modificar no processo.

"O que foi realmente animador neste estudo é que descobrimos que, quando o chá verde é digerido pelas enzimas do intestino, os compostos químicos resultantes são até mais eficazes contra gatilhos importantes do Alzheimer do que a forma não digerida do chá", disse.

"Além disso, também descobrimos que os compostos digeridos (do chá verde) tinham propriedades contra o câncer, desacelerando de forma significativa o crescimento de células do tumor que usamos em nossas experiências", acrescentou.

Na pesquisa, a equipe da Universidade de Newcastle trabalhou em conjunto com cientistas da Escócia, que desenvolveram uma tecnologia que simula o sistema digestivo humano. Graças a esta tecnologia, a equipe de Newcastle conseguiu analisar as propriedades protetoras dos produtos da digestão do chá.

Chás verde e preto

Dois compostos já são conhecidos por seu papel importante no desenvolvimento do Alzheimer, o peróxido de hidrogênio e uma proteína conhecida como beta-amilóide.

Pesquisas anteriores mostraram que compostos conhecidos como polifenóis, presentes nos chás verde e preto, tem propriedades neuroprotetoras, pois se ligam a compostos tóxicos e protegem as células do cérebro.

Quando ingeridos, os polifenóis são quebrados e produzem uma mistura de compostos. Foram estes compostos que os cientistas de Newcastle testaram.

"É uma das razões pela qual temos que ser tão cuidadosos quando fazemos afirmações a respeito dos benefícios para a saúde de vários alimentos e suplementos", disse Okello.

"Existem certos compostos químicos que sabemos que são benéficos e podemos identificar alimentos que são ricos nestes compostos, mas o que acontece durante o processo de digestão é crucial para saber se estes alimentos estão mesmo nos fazendo bem", afirmou.

Proteção de células

Os cientistas usaram modelos de células de tumor, expondo estas células a várias concentrações de diferentes toxinas e aos compostos do chá verde digerido.

"Os compostos químicos digeridos (do chá) protegeram as células (saudáveis), evitando que fossem destruídas pelas toxinas", disse Okello.

"Também observamos que eles afetaram células cancerosas, desacelerando de forma significativa seu crescimento."

"O chá verde é usado há séculos na medicina tradicional chinesa, e o que temos aqui dá provas científicas do porquê pode ser eficaz contra algumas das doenças mais importantes que enfrentamos hoje", acrescentou.

Cientistas criam vacina anticocaína

Fonte: Diário da Saúde

Vacina anticocaína

Um grupo de pesquisadores norte-americanos anunciou o desenvolvimento de uma vacina capaz de proteger contra os efeitos da cocaína.

A vacina anticocaína, que foi testada em animais de laboratório, é feita de uma combinação de partes do vírus do resfriado comum com uma partícula que imita a cocaína.

Segundo os cientistas, a vacina está pronta para ser testada em humanos, assim que for obtida autorização dos órgãos de saúde. O estudo foi publicado no exemplar de Janeiro da revista Molecular Therapy.

Proteção contra a cocaína

O grupo afirma que a vacina pode ser a primeira ferramenta à disposição dos dependentes de cocaína, representando uma forma simples para interromper o uso da droga, auxiliando outros tratamentos para efetivamente reverter o vício.

A abordagem também poderá ser útil no tratamento de outras dependências, tais como a nicotina, heroína e metanfetamina e até mesmo do crack.

"Nossos dados mostraram de forma marcante que somos capazes de proteger camundongos contra os efeitos da cocaína, e nós achamos que esta abordagem pode ser muito promissora na luta contra o vício em humanos," afirmou Ronald Crystal, professor de medicina genética da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

"A vacina suprime os efeitos estimulantes da droga," acrescenta Kim Janda, coautor da pesquisa. "Diferentemente de outros tipos de tratamento, uma vacina como essa não interfere com os alvos neurológicos da droga. Em vez disso, ela bloqueia a cocaína, impedindo que ela chegue ao cérebro."

Ajuda para largar o vício

Nos experimentos, o efeito da vacina anticocaína durou por pelo menos 13 semanas, o maior tempo de imunidade ao vício já conseguida até hoje.

Como a vacina foi fabricada com materiais baratos e não exige múltiplas infusões de alto custo, os pesquisadores esperam que ela possa passar rapidamente para os testes em humanos.

Os cientistas afirmam que a vacina servirá como um "imuno-ajudante", voltada para o tratamento de pessoas que já estão tentando abandonar o vício.

Eles acreditam que a mesma abordagem será válida para auxiliar os viciados em crack.

Como a cocaína age

A cocaína, derivada da folha da planta da coca Erythroxylaceae, é uma droga muito potente que, sendo um sal, é aspirada ou dissolvida em água e injetada diretamente na corrente sanguínea.

O sal também é frequentemente neutralizado para produzir uma forma insolúvel, que é fumada.

Uma vez inserida na corrente sanguínea, a droga atravessa a barreira hemato-encefálica e se acumula rapidamente no cérebro.

A cocaína se acumula em partes dos sistemas de recompensa do cérebro, como o núcleo accumbens. Ali, as moléculas de cocaína interferem com a regulação normal da dopamina, ligando-se aos transportadores de dopamina e impedindo-os de reciclar o neurotransmissor.

Isto leva ao acúmulo de dopamina no núcleo accumbens, que produz uma sensação de euforia no usuário - uma sensação que surge segundos depois da ingestão da droga e dura vários minutos.

Esse efeito psicológico da recompensa imediata é a base da busca da droga pelos usuários.

Apesar de os resultados da vacina anticocaína serem promissores, o processo de teste exaustivo em humanos, que será realizado a seguir, significa que pode levar vários anos até que ela se transforme em um produto disponível comercialmente.

Cientistas dos EUA alegam ter encontrado causa da calvície em homens

Fonte: BBC Brasil

Especialistas americanos afirmam que encontraram o que pode ser a causa da calvície entre homens.

De acordo com os pesquisadores da Universidade da Pennsylvania, não se trata apenas da perda de cabelo, mas existe um problema com os novos fios de cabelo.

Este defeito significa que o cabelo produzido é tão pequeno que parece invisível a olho nu, o que causa a calvície mais comum com pontos do couro cabeludo sem cabelos, ou até o recuo da linha dos cabelos.

Os pesquisadores disseram que a causa está nas células-tronco que produzem o novo cabelo.

A partir desta descoberta, os especialistas esperam "curar" a calvície masculina restabelecendo as funções normais destas células. Os cientistas querem desenvolver um creme que possa ser aplicado no couro cabeludo para ajudar as células-tronco a produzirem fios de cabelo normais.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Clinical Investigation.

Cobaias

A equipe de cientistas da Universidade da Pennsylvania usou homens que passaram por transplantes capilares como as cobaias dos estudo, comparando os folículos capilares em áreas de calvície e nas áreas com cabelo do couro cabeludo destes homens.

Apesar de as áreas sem cabelo apresentarem o mesmo número de células-tronco responsáveis pelos fios que as áreas normais do couro cabeludo, na área careca existiam menos células-tronco mais amadurecidas, as chamadas células progenitoras.

Esta diferença significa que os folículos capilares em áreas de calvície encolhem, e não desaparecem, e os novos fios de cabelo produzidos são microscópicos comparados ao cabelo normal.

"Isto sugere que existe um problema na ativação de células-tronco, convertendo as células progenitoras em couro cabeludo careca", afirmou George Cotsarelis, que liderou a pesquisa.

"O fato de que existem números normais de células-tronco no couro cabeludo calvo nos dá esperança de reativar aquelas células-tronco", acrescentou.

Até agora ainda não se sabe a causa exata da calvície masculina, mas especialistas acreditam que o hormônio masculino testosterona está envolvido no processo e a calvície também pode ser hereditária.

06 janeiro 2011

Combinação de diabetes e depressão é fatal para as mulheres, diz estudo

Fonte: Archives of General Psychiatry

Mulheres que sofrem, ao mesmo tempo, de depressão e diabetes parecem ter um risco muito maior de morrer em um período de seis anos, segundo estudo publicado na edição de janeiro da revista científica Archives of General Psychiatry. E, para essas mulheres, os riscos seriam altos principalmente de morte por problemas cardiovasculares.

De acordo com especialistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a depressão afeta 15 milhões de americanos a cada ano, e mais de 23,5 milhões de pessoas têm diabetes, com os sintomas de depressão atingindo entre um quinto e um quarto dos diabéticos. E as estatísticas mostram que o diabetes e suas complicações são as principais causas de morte no mundo.

Avaliando mais de 78 mil mulheres com idades entre 54 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que, comparadas às mulheres que não tinham nenhuma das duas doenças, aquelas com depressão tinham 44% maior risco de morte, e aquelas com diabetes 35% mais chances de morrer em um período de seis anos. Considerando apenas mortes por doença cardiovascular, as mulheres com diabetes tinham 67% maiores riscos, aquelas com depressão tinham 37% maior mortalidade, e as participantes que apresentavam ambas as condições tinham 2,7 vezes mais chances de morrer durante o estudo.

Os pesquisadores ressaltam que os mecanismos envolvidos no aumento do risco de morte associado à combinação de depressão e diabetes ainda não estão claros. “É geralmente sugerido que a depressão está associada a um pior controle glicêmico, ao maior risco de complicações do diabetes, pior adesão do paciente ao controle do diabetes e isolamento da rede social”, explicam. Além disso, ambas as condições são associadas a comportamentos prejudiciais à saúde, como tabagismo, sedentarismo e má alimentação.

“Considerando o tamanho da população que poderia ser afetada por estas duas doenças prevalentes, uma análise mais aprofundada é necessária para o desenvolvimento de estratégias destinadas a oferecer tratamento psicológico adequado e apoio entre aqueles com condições crônicas de longa data, como o diabetes”, concluíram os autores.

Parar de fumar pode melhorar o colesterol, aponta pesquisa

Fonte: American Heart Journal

Um recente estudo da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, apresenta mais uma razão para você largar o cigarro. De acordo com os pesquisadores, parar de fumar pode melhorar seus perfis de colesterol, aumentando os níveis de HDL - conhecido como colesterol “bom” - mesmo que você ganhe alguns quilinhos extras.

Avaliando mais de 1,5 mil fumantes que representavam a população americana, incluindo alta proporção de pessoas acima do peso, os especialistas notaram que aqueles que conseguiram parar de fumar durante o estudo tiveram um aumento de 5% - ou 2,4 mg/dL - nos níveis de “bom” colesterol. Além disso, esses voluntários apresentaram aumento nas partículas grandes de HDL - importantes para reduzir os riscos de doença cardíaca. E, segundo os autores, os efeitos eram mais fortes entre as mulheres.

De acordo com os especialistas, se os resultados forem confirmados em pesquisas futuras, eles podem “lançar luz” sobre a forte, mas ainda misteriosa relação entre o tabagismo e a saúde do coração. As estatísticas apontam que até 20% das mortes por problemas cardíacos ocorrem por causa do cigarro, mas os pesquisadores ainda não têm um entendimento completo sobre essa relação. O cigarro pode afetar o sistema cardiovascular de diversas formas, incluindo a redução dos níveis de oxigênio e o desgaste do coração.

Entretanto, também não está claro ainda como a cessação do tabagismo pode melhorar os níveis de colesterol. De acordo com os especialistas, até mudanças no consumo de álcool podem estar envolvidas nessa relação, mas o mais provável é que isso tenha a ver com alterações nas proteínas que controlam a quebra do colesterol - que seriam danificadas pelo cigarro.

Quantidade de cigarro e ganho de peso não atrapalham

Em artigo publicado na edição de janeiro do American Heart Journal, os pesquisadores destacam que o estudo mostra que parar de fumar melhora os níveis de HDL, independentemente de quantos cigarros a pessoa fumava no início do estudo: largar o cigarro tinha os mesmos benefícios para o colesterol daqueles que fumavam em excesso e daqueles que fumavam moderadamente.

Outro fator que não atrapalharia esses benefícios nos perfis de colesterol seria o ganho de peso que, muitas vezes, é apontado como um “efeito colateral” de parar de fumar. Segundo os autores, esses resultados foram surpreendentes, visto que o sobrepeso é apontado como um dos vilões do colesterol.

“Outros benefícios sobre os níveis de colesterol podem ser, na verdade, mascarados pelo ganho de peso visto após parar de fumar”, escreveram os autores. “É importante aconselhar aqueles que estão parando de fumar sobre o ganho de peso e a necessidade de uma dieta saudável e de exercícios regulares durante o período de abandono (do cigarro)”, acrescentaram.

Idosos que caminham mais rápido vivem por mais tempo, aponta estudo

Fonte: Journal of American Medical Association

A velocidade de caminhada parece indicar quanto tempo e quão bem os idosos ainda irão viver, segundo estudo publicado nesta semana no Journal of American Medical Association. De acordo com especialistas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, a estimativa dos anos de vida restantes para homens e mulheres aumenta com o crescimento da velocidade de caminhada após os 65 anos de idade, com ganhos mais significativos após os 75 anos.

Avaliando nove estudos incluindo um total de 34 mil pessoas com mais de 65 anos, os pesquisadores observaram que, quanto mais rápido uma pessoa caminha, mais anos com saúde ela pode ter. E a predição da sobrevida baseada na velocidade de caminhada seria tão precisa quanto as previsões baseadas em fatores adicionais como condições crônicas, histórico de tabagismo, idade, gênero, pressão arterial, índice de massa corporal e hospitalizações.

De acordo com os pesquisadores, um homem de 80 anos de idade que caminha a uma velocidade de 1,6 km/h teria 10% de chances de alcançar os 90 anos. Se a velocidade de caminhada desse mesmo homem fosse de 5,6 km/h, sua probabilidade de alcançar os 90 aumentaria para 84%. Em relação às mulheres dessa mesma idade e com a mesma velocidade de caminhada, as chances de alcançar os 90 anos de idade seriam de 23% e 86%, respectivamente.

“Minha esperança é que começamos a pensar sobre formas de refletir a saúde e a função dos idosos que vão além das doenças”, escreveu a pesquisadora Stephanie Studenski. “E o status funcional (velocidade de caminhada) é um importante reflexo da saúde”, concluiu a especialista.