20 julho 2010

Em três horas, médicos tratam câncer de osso em menina

Fonte: BBC Brasil

Em uma cirurgia pioneira, médicos britânicos trataram em apenas três horas um câncer de osso localizado na canela de uma menina de seis anos de idade.

O procedimento de alta precisão técnica envolveu a remoção de 8 cm do osso, aplicação de radioterapia na parte afetada e a reinserção do osso, já sem câncer, no corpo.

A operação foi conduzida pela primeira vez na Grã-Bretanha sob um único teto, o centro de tratamento de câncer da Harley Street Clinic, em Londres.

"Até então, o osso afetado por câncer tinha de ser enviado a um hospital localizado a cerca de meia-hora enquanto o paciente aguardava na mesa de operação por pelo menos uma hora", disse o cirurgião que realizou o procedimento, Rob Pollock.

"Uma operação mais curta significa menos anestesia, menos risco de complicações e infecções, menos dano ao tecido e menos dor e sangramento, o que é muito melhor para o paciente."

Um porta-voz da clínica disse que em apenas dois dias a paciente, a estudante russa Darya Egorova, já começava a dar seus primeiros passos com a ajuda de uma muleta.

A internação hospitalar durou apenas uma semana.

Forma rara

Em sua forma primária, e não quando resulta de metástase, o câncer de osso é uma forma rara de tumor. Embora possa atingir indivíduos de todas as idades, é mais comum em adolescentes entre 12 e 17 anos, causando dor e inchaços.

Ainda na Rússia, Darya foi tratada inicialmente com altas doses de quimioterapia para evitar que o câncer se espalhasse por outras partes do corpo.

A operação na clínica britânica, estimada em 70 mil libras esterlinas (cerca de R$ 190 mil), foi custeada pela organização russa de combate ao câncer Grant Life.

A mãe de Darya, Irina, 41, qualificou o tratamento de "milagre". Ela disse que, na Rússia, as únicas opções para a filha seriam a amputação ou um tratamento que deixaria a junta imóvel.

"Dadas as opções (até então existentes), o que os cirurgiões fizeram foi um verdadeiro milagre. Seremos eternamente gratos", afirmou Irina.

Ela descreveu Darya como uma menina que gosta de praticar esportes e dança.

Segundo a assessoria de imprensa da clínica, em certos casos semelhantes de câncer é possível implantar uma peça de metal no local onde o osso foi removido.

Entretanto, esta hipótese foi descartada no caso de Darya, porque o tumor estava demasiado próximo do tornozelo e os médicos não acreditavam que seria possível manter a peça no lugar.

"Havia apenas um centímetro de osso acima do tornozelo, então não havia maneira de colocar uma peça de metal e deixá-la fixar-se ao osso", disse o dr. Pollock.

De acordo com o médico, como o tumor foi tratado fora do corpo, a equipe pode utilizar altas doses de radiação e reimplantar a parte removida no espaço de apenas meia hora após a remoção.

O oncologista acrescentou que o crescimento do osso saudável se dará ao longo dos próximos dois anos.

18 julho 2010

Brasil é antepenúltimo em ranking de qualidade de morte

Fonte: BBC Brasil

O Brasil ficou em antepenúltimo lugar em um ranking de qualidade de morte realizado pela consultoria Economist Intelligence Unit na Grã-Bretanha.

Entre os 40 países analisados na pesquisa, o Brasil ficou na 38ª posição. Os outros países que formam os Bric, Índia (40ª), China (37ª) e Rússia (35ª), também ficaram atrás no ranking.

A Grã-Bretanha ficou em primeiro lugar, seguida da Austrália e Nova Zelândia. Segundo o documento, A Grã-Bretanha "é líder global em termos de rede hospitalar e provisão de cuidados a pessoas no fim da vida".

Outros países desenvolvidos, no entanto, tiveram desempenhos ruins no ranking, como Dinamarca (22ª), Itália (24ª) e Finlândia (28ª).

“Muita gente, mesmo em países que tem sistemas de saúde excelentes, sofrem com mortes de baixa qualidade, mesmo quando a morte vem naturalmente”, disse a pesquisa.

Em muitos casos, segundo a Economist Intelligence Unit, isso ocorre porque a qualidade e a disponibilidade do tratamento paliativo antes da morte são baixas, e há deficiências na coordenação entre diferentes órgãos e departamentos para políticas sobre como lidar com a morte.

A pesquisa analisou indicadores quantitativos - como taxas de expectativa de vida e de porcentagem do PIB gasta em saúde - e qualitativos - baseados na avaliação individual de cada país em quesitos como conscientização pública sobre serviços e tratamentos disponíveis a pessoas no fim de suas vidas e disponibilidade de remédios e de paliativos.

De acordo com a Aliança Mundial de Cuidado Paliativo, mais de 100 milhões de pacientes e familiares precisam de acesso a tratamentos paliativos anualmente, mas apenas 8% os recebem.

Soluções

A pesquisa, encomendada pela Fundação Lien, uma organização não-governamental de Cingapura, aponta sugestões práticas que podem melhorar a qualidade da morte, como melhorar a disponibilização de medicamentos analgésicos.

"O controle da dor é o ponto de partida de todo o tratamento paliativo e a disponibilidade de opiáceos (morfina e equivalentes) é fundamental para o cuidado no fim da vida", diz o relatório.

"Mas, no mundo, estima-se que cinco bilhões de pessoas não tenham acesso a opiáceos, principalmente por causa de preocupações sobre uso ilícito de drogas e tráfico."

A organização disse também que combater as percepções sobre a morte e os tabus culturais é crucial para melhorar o cuidado paliativo.

"Em sociedades ocidentais, procedimentos curativos são frequentemente priorizados em detrimento do cuidado paliativo. Nos Estados Unidos, discussões sobre os cuidados no fim da vida muitas vezes inflamam o sentimento religioso que considera a manutenção da vida como um objetivo supremo. A questão é complicada ainda mais pela percepção de que 'cuidado hospitalar' acaba sendo associado a 'desistir de viver'".

Segundo a pesquisa, no entanto, um aumento na disponibilidade de tratamento paliativo – principalmente realizado em casa ou pela comunidade - reduz gastos em saúde associados a internação em hospitais e tratamentos de emergência.

15 julho 2010

Estudo liga quadris grandes a risco maior de perda de memória em mulheres

Fonte: BBC Brasil

Pesquisadores da faculdade de medicina da Northwestern University, em Chicago, sugeriram que o formato do corpo da mulher pode influenciar o desempenho de sua memória após a menopausa.

Eles notaram que mulheres com gordura acumulada na barriga tiveram um desempenho melhor em testes de raciocínio do que mulheres com formato em corpo de pera, ou seja, com cinturas menores e quadris largos - ou seja, com mais gordura acumulada nos quadris.

Os pesquisadores dizem acreditar que a gordura na barriga conserva uma quantidade maior do hormônio feminino estrogênio, cuja produção pelo corpo diminui após a menopausa.

Acredita-se que o hormônio ajude a proteger o cérebro da degeneração da atividade cognitiva.

Hormônio

O estudo analisou 8.745 mulheres que já passaram pela menopausa, com idades entre 65 e 79 anos de idade.

Elas completaram um teste de memória que os cientistas usaram para analisar a atividade cerebral. As mulheres com corpos em formato de pera tiveram um desempenho especialmente fraco.

Os cientistas afirmam no estudo, divulgado na publicação científica American Geriatrics Society, que isto se deve à diferença da gordura depositada nos quadris e coxas comparada com as mulheres com maior quantidade de gordura na barriga.

Já sabia-se que tipos diferentes de gordura armazenam hormônios diferentes e tem efeitos distintos nos níveis de lipídios e pressão arterial.

Os cientistas dizem que excesso de gordura em qualquer lugar pode afetar o cérebro de mulheres mais velhas, mas que um pouco de gordura na cintura, em particular, pode proteger a atividade do cérebro.

Por outro lado, eles ressaltam que excesso de gordura na cintura aumenta o risco de outras doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos.

14 julho 2010

Ter cabeça grande ameniza casos de demência, indica estudo

Fonte: BBC Brasil

Portadores de demência (perda da capacidade cognitiva) com cabeças maiores que a média sofrem menos o efeito do mal do que pessoas com cabeças menores, indica um estudo feito por pesquisadores da Alemanha.

Eles constataram que portadores de mal de Alzheimer (a mais comum forma de demência) com crânios maiores tinham memória e raciocínio melhores em comparação com pacientes com cabeças menores.

A equipe, da Universidade de Munique, acredita que ter uma cabeça grande implique em maiores reservas cerebrais para compensar a perda de neurônios associada à demência.

As conclusões dos cientistas, baseadas em um estudo com 270 pacientes, foram divulgadas na publicação científica Neurology.

Estudo

Os participantes foram recrutados em bancos de dados de portadores de Alzheimer e em clínicas neurológicas nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Grécia.

Os pesquisadores mediram a circunferência das cabeças dos pacientes e os submeteram a testes de memória e de raciocínio, além de fazerem exames de ressonância magnética para avaliar o grau de evolução da doença.

Ao analisar os dados dos pacientes, os cientistas concluíram que aqueles que tinham cabeças maiores tiveram melhor desempenho nos testes quando comparados a pacientes com o mesmo grau de perda de neurônios.

Mais especificamente, para cada 1% de perda de células cerebrais, um centímetro a mais de cabeça foi associado a pontuações 6% melhores nos testes de memória.

Embora o tamanho do cérebro seja em grande parte determinado por fatores genéticos, pesquisadores dizem que o estilo de vida de uma pessoa também pode influenciar o crescimento cerebral.

Por exemplo, má nutrição ou doenças na infância podem atrapalhar o crescimento.

Infância

Os pesquisadores disseram que os primeiros anos de desenvolvimento de uma pessoa são críticos.

Aos seis anos de idade, por exemplo, o cérebro de uma pessoa já alcançou 93% do seu tamanho.

"Melhorar as condições de vida antes do parto e no início da vida pode aumentar significativamente a reserva cerebral, o que pode ter um impacto nos riscos de desenvolvimento do Mal de Alzheimer ou na seriedade dos sintomas da doença", disse o líder da pesquisa, Robert Perneczky.

Simon Ridley, chefe de pesquisas do Alzheimer's Research Trust, entidade de fomento a estudos sobre a doença, disse que é importante não dedicar muita atenção a um único fator de risco de demência, “particularmente porque não há muito o que possamos fazer sobre o tamanho das nossas cabeças".

"Os pesquisadores também sugerem que nutrição, traumatismos ou infecções na infância podem ter impacto sobre a reserva cerebral, o que indica que devemos cuidar do nosso cérebro desde o início."

10 julho 2010

Correção da catarata pode ser feita com lentes diferentes em cada olho

Fonte: ATF Comunicação Empresarial

Cerca de 600 mil brasileiros, a cada ano, recebem um diagnóstico de catarata, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. A doença é marcada pela opacificação do cristalino - lente natural dos olhos -, que, ao amarelar em consequência do envelhecimento, impede a passagem da luz para a formação nítida das imagens na retina e, consequentemente, no cérebro. Entretanto, de acordo com especialistas, avanços tecnológicos e qualificação médica permitem mais conforto e segurança para quem tem a doença. A correção é cirúrgica, e há casos em que o implante de uma lente intraocular monofocal e uma multifocal podem ser solução para ficar livre dos óculos após os 60 anos.

O oftalmologista Rodrigo Vaz, do Hospital Oftalmológico de Brasília, esclarece que, após realização do exame oftalmológico completo, quando o diagnóstico é feito, o paciente e o médico, em conjunto, poderão decidir pela substituição do cristalino opaco por uma lente artificial com capacidade monofocal ou multifocal. “Há pacientes que gostam de usar óculos e optam pela monofocal, que é indicada para proporcionar uma visão de qualidade para longe", explica, acrescentando que essa lente também pode corrigir o astigmatismo. Trata-se de uma evolução recente das lentes intraoculares monofocais. "Até pouco tempo corrigiam somente a miopia e a hipermetropia", lembra o médico.

Lentes que corrigem o astigmatismo, denominadas tóricas, trouxeram um avanço tecnológico com a modificação da sua estrutura, de acordo com o oftalmologista. "A correção do astigmatismo com as lentes tóricas representa mais um ganho na qualidade de visão e liberdade os óculos", ressalta. Já as lentes chamadas acomodativas trazem outras vantagens ao portador de catarata. Devido a sua capacidade de movimentação e ajuste, para frente e para trás, melhoram a visão para longe e trazem benefícios também para perto. Na avaliação de Rodrigo Vaz, as acomodativas oferecem ao paciente a oportunidade de melhora na visão para perto nos casos em que uma multifocal estiver contra indicada.

Entre as impossibilidades de implante de multifocal estão, por exemplo, a detecção de algum defeito no fundo do olho. Segundo o médico, são considerados impeditivos para a multifocal, a presença de uma degeneração macular relacionada à idade, cicatrizes ou opacidades no centro da visão.

Combinação de lentes

Há situações em que a combinação ideal pode ser uma mescla de lentes com propriedades diferentes, uma para cada olho. Chama-se Mix and Match a indicação de implante de uma monofocal em um olho e uma multifocal no outro, ou uma lente acomodativa e uma multifocal. "Há casos em que este mix personaliza a cirurgia e leva o paciente de catarata a uma satisfação superior com sua nova condição visual", destaca o especialista.

Outro aspecto assinalado pelo oftalmologista são os avanços tecnológicos que fizeram a cirurgia de catarata mais confortável e segura. Ele destaca que "anestesia tópica, incisões pequenas, livres de pontos e tempo reduzido de cirurgia estão entre os fatores chave para maior segurança, recuperação visual mais rápida e alto índice de satisfação manifestado pelos pacientes no pós-operatório".

09 julho 2010

Médicos franceses fazem 1º transplante de rosto com pálpebras

Fonte: BBC Brasil

Médicos da França anunciaram que um homem que sofre de uma doença genética passou por um transplante integral de rosto – incluindo, pela primeira vez, as pálpebras e as glândulas lacrimais.

O paciente, Jérôme, de 35 anos, tinha o rosto totalmente desfigurado em razão de uma neurofibromatose, também chamada de "doença do homem elefante", disse o jornal Le Parisien, que divulgou a notícia em exclusividade nesta quinta-feira.

"O que é especial nesse transplante é que desta vez incluímos as pálpebras, o que inclui não apenas a pele e os músculos, mas também os canais lacrimais, e nisso residia a dificuldade do transplante", disse o professor Laurent Lantieri, que dirigiu a equipe que fez a operação em um hospital na cidade de Créteil, nos arredores de Paris, à BBC.

"Quando ele se viu no espelho, levantou os dois polegares para cima dizendo que estava satisfeito", revelou o cirurgião.

Do antigo rosto de Jérôme sobraram apenas os globos oculares.

Mais completa

Essa operação, segundo o médico francês, é mais completa do que a realizada em um paciente espanhol em abril passado e que havia sido considerada na época o primeiro transplante total do rosto.

"Estou feliz porque o paciente está muito bem. Ele anda, come e fala. A barba já cresceu em seu rosto", afirmou Lantieri em entrevista ao jornal Le Parisien.

De acordo com o cirurgião, Jérôme não apresenta nenhum sintoma de infecção.

O transplante inédito foi realizado nos dias 26 e 27 de junho no hospital público Herni-Mondor em Créteil.

Projetos

Por causa da doença, Jérôme havia se isolado completamente da vida social.

O francês espera agora que seu novo rosto lhe permita "se misturar à multidão como qualquer outra pessoa", escreve o Le Parisien.

Segundo o jornal, o francês passou a ter projetos de vida. Ele quer arrumar um emprego – ele trabalhava como organizador de espetáculos – e também começar uma família.

O professor Lantieri afirma que sua equipe médica estava apta para realizar este último transplante, pois já havia realizado cinco outros transplantes do rosto.

"Fomos capazes de fazer esse transplante porque já havíamos feito outros antes. Ele representa o desenvolvimento de um programa e por isso conseguimos realizá-lo", disse Lantieri à BBC.

Jérôme já havia realizado cerca de quinze cirurgias plásticas. Segundo o professor Lantieri, a doença do paciente havia se agravado nos últimos meses e seu rosto, sobretudo os olhos, estavam muito deformados.

O médico afirma que Jérôme terá acompanhamento psicológico. "Sabemos hoje que o novo rosto assume as formas dos ossos do transplantado e que não há riscos de confusão", afirma Lantieri.

O médico já havia feito o transplante do rosto de um outro francês, Pascal, que sofre da mesma doença genética de Jérôme. Mas Pascal não tinha a parte superior do rosto tão desfigurada e por isso não necessitou de um transplante integral, que incluiu as pálpebras.

Foi também uma equipe médica francesa que realizou, há cinco anos, o primeiro transplante parcial de rosto no mundo. A paciente Isabelle Dinoire havia tido parte de seu rosto desfigurado, sobretudo a boca e o maxilar, devido ao ataque de um cão.

08 julho 2010

Estresse no trabalho associado a um maior risco de asma

Fonte: Medscape

Novo estudo sugere que pessoas que se sentem regularmente estressadas sobre o seu trabalho podem ter um maior risco de desenvolver asma que aqueles em um ambiente de trabalho mais descontraído.

Os novos achados, publicados online no Allergy, são os primeiros a mostrar uma associação entre stress no trabalho e risco posterior de asma, de acordo com os pesquisadores.

Os investigadores observaram que, entre os mais de 5.100 adultos que seguiram por quase uma década, aqueles que relataram alto stress no trabalho no início foram duas vezes mais predispostos que os com baixo nível de stress no trabalho a desenvolver asma.

As chances de qualquer participante do estudo ser recém diagnosticado com asma foram baixas, no entanto. Entre aqueles com alto stress no trabalho, 2,4% desenvolveram asma durante o período do estudo, comparados com 1,3% dos homens e mulheres que relataram baixo stress.

Apesar dos achados não provarem que o stress no trabalho, em si, seja a razão da taxa relativamente maior de asma, se somam a outras evidências de que o stress crônico possa contribuir para o desenvolvimento de asma em alguns pacientes, de acordo com o co-autor Dr. Adrian Loerbroks e colegas da Universidade de Heidelberg, Alemanha.

Outros relatos, observam, relacionaram eventos estressantes de vida e traços de personalidade relacionados ao stress, por exemplo, com maior risco de asma.

Para o seu estudo, Dr. Loerbroks e seus colegas utilizaram dados de 5.114 adultos, entre 40 e 65 anos, que completaram questionários sobre a sua saúde, estilo de vida e trabalho.

O stress no trabalho foi medido por um questionário que pediu aos participantes que classificassem quanta tensão sentiam no trabalho, quão frequente pensavam sobre o trabalho ao final do dia e se sentiam exaustos ou incapazes de lidar com as exigências profissionais.

Durante um seguimento médio de 8,5 anos, os participantes com altos escores de stress no trabalho tenderam a ter maiores taxas de asma no início.

Além disso, entre homens e mulheres sem asma, aqueles com alto stress foram duas vezes mais propensos a desenvolver a doença pulmonar ao longo do período de seguimento.

Este alto risco foi observado mesmo levando em conta outras variáveis como peso, hábitos de exercício, tabagismo e histórico familiar de asma.

O estilo de vida menos saudável não pareceu ser responsável pela relação, observaram os pesquisadores, então é possível que exista efeitos diretos do stress crônico nos sistemas hormonais e imunes que contribuam com o desenvolvimento de asma – por exemplo, fazendo as vias aéreas mais propensas a inflamação em resposta a gatilhos ambientais.

Os pesquisadores assinalam, no entanto, que mesmo que o stress no trabalho aumente o risco de asma em algumas pessoas, o risco absoluto para qualquer trabalhador seria pequeno – dado que apenas 2% de todos os participantes do estudo desenvolveram asma em 8,5 anos.

Do ponto de vista de saúde pública, escreveram os autores, reduzir o stress no trabalho preveniria apenas um pequeno número de casos de asma.