06 julho 2010

Ministério da Saúde lança tecnologia brasileira para diagnosticar vírus H1N1

Fonte: Portal da Saúde

Teste nacional é mais avançado e 55% mais barato que o importado. Brasil se torna mais independente dos insumos estrangeiros

O Ministério da Saúde lançou, na quarta-feira (23), o Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1, tecnologia brasileira desenvolvida para identificar o vírus da gripe pandêmica. A partir de agora, o país tem capacidade de produzir os reagentes biomoleculares utilizados nos laboratórios para detectar a doença e se tornar mais independente do mercado internacional. O kit será fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Laboratório de Bio-manguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O investimento do governo federal no projeto foi de R$ 3,36 milhões.

Com esta rede, o Brasil terá capacidade de produzir 80 mil testes por mês para o diagnóstico de Influenza H1N1, o suficiente para atender a demanda nacional. Durante a primeira onda da pandemia, entre abril e dezembro de 2009, foram realizados 73.121 testes. Com a vacinação de mais de 82,7 milhões de pessoas até esta quarta-feira, 23 de junho, a expectativa é que caia o número de casos graves e mortes suspeitas pela doença. O exame é indicado para pacientes internados com suspeita de gripe pandêmica, em casos de surtos em comunidade fechadas e para investigar óbito.

O primeiro lote fabricado pelos laboratórios do consórcio conta com 30 mil testes para detectar a doença em pacientes internados com suspeita de gripe pandêmica. Os reagentes biomoleculares servem para multiplicar o material genético do vírus (RNA viral) de modo a tornar possível sua identificação.

INOVAÇÃO – O teste brasileiro é, pelo menos, 55% mais barato que os insumos importados. O material produzido em outros países custa entre R$ 100 e R$ 150, enquanto o kit nacional custa R$ 45, aproximadamente. Além disso, a tecnologia desenvolvida no país representa uma novidade e um avanço em relação ao diagnóstico fabricado no exterior. Ele apresenta característica que tornam o teste ainda mais confiável e mais rápido. O tempo de análise é reduzido pela metade: passa de 8h para 4h.

“Com esse projeto, o Brasil sai à frente na qualificação do diagnóstico de gripe H1N1. É uma tecnologia superior e mais segura que poderá, inclusive, ser exportada futuramente a outros países”, comemora o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que estará presente na cerimônia de lançamento do teste.
O kit nacional reúne em apenas um produto (que contém dois tubos) os reagentes biomoleculares utilizados para detecção do vírus. Em países como Estados Unidos, França e Alemanha – principais fornecedores mundiais de insumos para diagnóstico de H1N1 − esses materiais são vendidos separadamente e misturados pelos profissionais do laboratório. Agora, sem necessidade desse procedimento, diminuirá o risco de falha humana e desperdício na manipulação dos insumos.

PLATAFORMA TECNOLÓGICA – O teste será distribuído aos três laboratórios de referência para o diagnóstico da gripe H1N1 – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP); e a três Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENS) localizados no Distrito Federal, no Paraná e na Bahia. Por enquanto, o teste nacional não estará disponível para laboratórios particulares.

Esses seis laboratórios contam com novas plataformas tecnológicas para o diagnóstico da gripe pandêmica. Elas fazem parte de um projeto-piloto brasileiro para detectar o vírus H1N1 e que, futuramente, também será utilizado para diagnosticar outras doenças, como aids, dengue, hepatite, meningites e outros problemas respiratórios. A proposta do governo federal é expandir as plataformas a outros Lacens depois que o projeto-piloto for consolidado, montando uma rede nacional de diagnóstico.

As plataformas são formadas por três máquinas – dois robôs e um computador – que realizam todas as etapas de identificação do vírus H1N1 de forma automatizada, sem interferência humana. Atualmente, a tecnologia utilizada nos laboratórios habilitados para o exame é menos automatizada e, portanto, mais lenta.

Obesidade está ligada a risco aumentado de fibromialgia

Fonte: MedCenter
Autora: Dra. Laurie Barclay


A obesidade está ligada ao risco aumentado de fibromialgia, de acordo com os resultados de um estudo longitudinal relatado na edição da Arthritis Care & Research.

Os fatores de risco independentes para desenvolvimento subsequente de fibromialgia utilizados nesse estudo foram o tempo de lazer, exercício físico e índice de massa corporal (IMC).

"Mulheres que relataram se exercitar 4 vezes por semana obtiveram um risco 29% menor de ter fibromialgia quando comparadas com mulheres inativas,” disse o Dr. Paul J. Mork, da Norwegian University of Science and Technology em Trondheim, Noruega, em uma entrevista.

"Resultados similares foram encontrados na análise do escore que combinava informações sobre frequência, duração e intensidade do exercício; mulheres com o maior nível de exercício obtiveram um menor risco do que mulheres inativas.”

O objetivo do estudo foi determinar se há uma relação entre os níveis de exercício físico e o risco futuro de fibromialgia e se o sobrepeso ou a obesidade foram fatores de risco independentes para o futuro desenvolvimento de fibromialgia.

Dados foram coletados do Nord-Trøndelag Health (HUNT), Estudo 1 (HUNT 1) de 1984 a 1986 e do HUNT 2 de 1995 a 1997.

De 15.990 mulheres que forneceram dados pertinentes para as duas pesquisas e que não reportaram fibromialgia ou deficiência física na pesquisa HUNT 1,380 desenvolveram fibromialfia no período de 11 anos entre HUNT 1 e HUNT 2.

Mulheres que relataram o maior nível de exercício obtiveram um risco relativo (RR) de 0,77 para o desenvolvimento da fibromialgia, e apresentaram uma fraca “dose-resposta” na associação entre o nível de exercício físico e o risco de fibromialgia (P =0,13).

Comparadas com mulheres de peso normal, mulheres com sobrepeso ou obesas apresentaram um risco 60% a 70% maior de ter fibromialgia. O IMC foi um fator de risco independente para fibromialgia (P < .001).

Comparadas com mulheres de peso normal que se exercitam ao menos uma hora por semana, mulheres com sobrepeso ou obesas com um nível de atividade física similar, apresentaram 72% a mais de risco de fibromialgia, enquanto mulheres sobrepeso ou obesas que se exercitavam menos de uma hora por semana ou eram inativas obtiveram mais que o dobro do risco de desenvolver fibromialgia.

Os autores do estudo notaram que obesidade e fibromialgia possuem alguns fatores etiológicos comuns, como citocinas pró-inflamatórias, disregulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, aumento do tônus simpático e redução da reatividade simpática.

"Esses achados, em conjunto com o presente estudo, indicam que a realização regular de exercícios físicos e a consequente melhor forma física pode agir contra a perpetuação de sintomas musculoesqueléticos que eventualmente levariam ao desenvolvimento da fibromialgia,” disse o Dr. Mork.

As limitações desse estudo incluem a perda do seguimento de algumas mulheres entre os estudos HUNT 1 e HUNT 2, possível classificação errônea do tempo de exercício físico e inabilidade para determinar a importância relativa de diferentes tipos de exercício.

"O estudo ainda mostra que um alto IMC é um forte e independente fator de risco para o desenvolvimento futuro de fibromialgia,” conclui o Dr. Mork.

“Além disso, os riscos relativos maiores na combinação de sobrepeso/obesidade com inatividade, comparados com somente sobrepeso/obesidade apontam uma desvantagem para mulheres que não se exercitam".

Retirada de: http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?id=27105

05 julho 2010

Teste identifica até 90% dos problemas genéticos de óvulos humanos

Fonte: BBC Brasil

Cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, anunciaram nesta semana a criação de novo teste capaz de identificar até 90% das anomalias genéticas dos óvulos utilizados em tratamentos de fertilização in vitro.

O método, desenvolvido pela equipe de Joep Geraedts, professor de genética e biologia celular, tem como objetivo aumentar a chance de gravidez.

Mas só ano que vem, com o início dos testes em grande escala, será possível avaliar a eficácia da técnica na fertilização in vitro, alertou o pesquisador durante a apresentação de seu trabalho, na Conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Roma.

Ele disse que foram analisados cerca de 200 óvulos de 41 casais usando a nova técnica. Os resultados da amostra, segundo os pesquisadores, são suficientes para confirmar que o método é confiável na identificação de problemas genéticos. Mas como apenas oito mulheres do grupo pesquisado ficaram grávidas, não é possível avaliar seu impacto nas taxas de gravidez.

Os dados preliminares são considerados animadores. Na clínica britânica Care Fertility, pioneira na utilização do teste, o método dobrou a taxa de gravidez num grupo de 150 casais, segundo informações do diretor do centro, Simon Fishel.

Como funciona

O teste é oferecido na clínica pelo equivalente a cerca de R$ 5,4 mil a mulheres mais velhas que não tiveram sucesso em tentativas de fertilizações in vitro anteriores.

“Se essa tecnologia for tão sólida como parece, seria lógico dizer que todas as pacientes poderão se beneficiar do método, não apenas as mais velhas”, afirma Simon.

Ainda assim, especialistas como o holandês Geraedts e também e o britânico Tony Rutherford, criticam a utilização da técnica em escala comercial até a divulgação dos resultados conclusivos da pesquisa.

Quase a metade dos óvulos das mulheres mais jovens têm anomalias genéticas. O índice sobe para até 75% em mulheres com mais de 39 anos.

Com novos testes genéticos, os pesquisadores buscam aumentar a chance de gravidez ao fazer a triagem de óvulos saudáveis, com base numa técnica de contagem de cromossomos.

02 julho 2010

Estudo cria fórmula para prever idade da menopausa

Fonte: BBC Brasil

Cientistas disseram ter chegado mais perto de estabelecer com precisão a idade na qual uma determinada mulher atingirá a menopausa.

Um estudo iraniano realizado com 266 mulheres ao longo de 12 anos afirma que isto pode ser possível no futuro através da medição do hormônio AMH no sangue.

Se comprovada em estudos futuros, a técnica dará às mulheres mais informação – e portanto mais controle – sobre o melhor momento para começar a planejar a família.

Os especialistas também afirmam que esta ciência pode ser particularmente útil para identificar mulheres que atingirão a menopausa precocemente.

O hormônio AMH controla o desenvolvimento dos folículos nos ovários, a partir dos quais os óvulos se desenvolvem.

Medindo os níveis de AMH nas mulheres – que no experimento tinham entre 20 e 49 anos de idade – em intervalos de três anos, os cientistas criaram uma fórmula que relaciona os níveis desse hormônio no sangue à idade da menopausa.

Os resultados foram apresentados na conferência da Sociedade Europeia para a Reprodução Humana e Embriologia, em Roma.

Durante o estudo, 63 mulheres atingiram a menopausa. Em média, a diferença entre a idade estimada e a idade real em que isto aconteceu foi de apenas um trimestre, com uma margem de erro máxima de três a quatro anos.

Entretanto, apenas três das mulheres abaixo dos 45 anos chegaram à menopausa durante o estudo, levando os cientistas a afirmar que é preciso ampliar muito mais a base da pesquisa para ver se a fórmula se aplica a um grupo maior de mulheres.

Cautela

A ideia de acompanhar os níveis hormonais para predizer a fertilidade não é exatamente nova, mas esta é a primeira vez que os cientistas conseguem criar uma fórmula para descrever a relação entre as duas coisas.

Em outros experimentos, a comunidade científica tem discutido uma "reserva ovariana" que indicaria se a menopausa é ou não iminente.

O coordenador do estudo, Fahimeh Ramezani Tehrani, da Universidade de Ciências Médicas Shahid Beheshti, de Teerã, disse que os resultados permitirão aos médicos traçar avaliações precisas do estado reprodutivo de uma mulher "muitos anos antes de elas atingirem a menopausa".

Para o principal cientista do Departamento Nuffield de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Oxford, Dagan Wells, a fórmula pode prover às mulheres mais informações para planejar a família.

"Dado que as mulheres hoje em dia tendem a iniciar a família cada vez mais tarde, adiando essa decisão até terem uma carreira estabelecida ou até que apareça a 'pessoa certa', qualquer conhecimento prévio sobre a duração do período fértil as ajudaria a planejar com antecedência", disse.

Entretanto, ele notou que os níveis de fertilidade femininos decaem nos anos prévios à menopausa, o que leva à necessidade de mais pesquisas com os níveis de AMH para determinar exatamente em que ponto esses níveis decrescem.

Já um porta-voz da Sociedade Britânica para a Fertilidade aconselhou as pacientes a usar esse tipo de medição apenas como um "indicador" de fertilidade, mas não o único na qual basear decisões de postergar o início do planejamento familiar.

Stuart Lavery, que também é ginecologista consultor no hospital de Hammersmith, em Londres, disse que outras complicações do sistema reprodutivo, como cicatrizes nas trompas ou mesmo a qualidade do esperma dos parceiros, também podem ter um efeito decisivo na fertilidade.

"Nossa preocupação é que as pessoas se sintam demasiado confiantes (na medição hormonal)", afirmou o médico.

26 junho 2010

Fetos não sentem dor antes de 24 semanas de gestação, diz estudo britânico

Fonte: BBC Brasil

Uma análise de estudos recentes sobre o desenvolvimento dos fetos confirmou que não há evidências de que os bebês sejam capazes de sentir dor antes de completar 24 semanas de gestação.

O estudo, feito por médicos do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, na Grã-Bretanha, concluiu que os fetos estão "pouco desenvolvidos e sedados" nesse estágio.

As conexões nervosas no cérebro não se formaram completamente, e o ambiente do útero cria um estado de sono induzido, como um estado de inconsciência, diz o texto.

Espera-se que grupos que fazem campanha contra o aborto questionem as conclusões do estudo.

Debate

A discussão sobre a capacidade do feto de sentir dor até a 24ª semana de gestação é parte de um debate a respeito do limite legal para abortos na Grã-Bretanha. Atualmente, a lei permite o aborto até 24 semanas.

O primeiro estudo se concentrou na questão da dor.

E concluiu que as conexões nervosas no córtex cerebral, área que processa respostas a estímulos dolorosos no cérebro, não se formam por completo antes de 24 semanas.

"Podemos concluir que o feto não é capaz de sentir dor, em qualquer sentido da palavra, antes desse ponto".

Um outro estudo tentou estabelecer que tipo de malformações mentais e físicas poderiam resultar em "deficiências sérias".

Abortos motivados por malformações são permitidos por lei após 24 semanas de gestação. Eles representam 1% do total de abortos em todo o país.

No passado, grupos que querem mudanças na legislação sobre o aborto disseram que o conceito de malformações e suas consequências tem sido interpretado de forma ampla demais, resultando em abortos mesmo quando as malformações são relativamente pequenas - ou pouco graves.

Sobre essa questão, o Royal College concluiu que não seria prático criar-se uma lista de condições tidas como "deficiências sérias" porque é difícil prever o impacto, a longo prazo, de malformações sobre a criança e sua família.

Na última votação sobre o assunto, em 2008, o Parlamento britânico rejeitou propostas para uma redução no limite legal para abortos na Grã-Bretanha.

23 junho 2010

Descoberta pode ajudar a evitar depressão pós-parto

Fonte: BBC Brasil

Cientistas alemães acreditam ter encontrado a causa da melancolia que a maioria das mulheres sofre logo após o parto e esperam que a descoberta contribua para um possível tratamento da depressão pós-parto.

Na primeira semana após dar à luz, cerca de 70% das mulheres sofrem do chamado "baby blues", com queixas que vão desde alterações de humor e ansiedade até falta de apetite e irritabilidade.

Enquanto a maioria delas se recupera em pouco tempo, 13% das mães continuam apresentando os sintomas após os primeiros meses do nascimento do bebê, o que é considerado depressão pós-parto.

A condição é definida como um grande episódio de depressão que começa nas quatro semanas após o parto e é considerada um grande problema de saúde pública.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e Cerebrais, de Leipzig, na Alemanha, descobriram que uma queda brusca dos níveis de estrógeno logo após o parto libera uma enzima no cérebro que bloqueia as substâncias químicas responsáveis pelo bem-estar.

Possível tratamento

O estudo, publicado na revista médica Archives of General Psychiatry, revela que na mesma proporção em que os níveis de estrógeno caem abruptamente nos três a quatro dias após o nascimento do bebê, existe um aumento da enzima monoamina oxidase A (MAO-A) no cérebro.

A enzima quebra os neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, que, além de serem responsáveis por transmitir os sinais entre as células nervosas, também influenciam nosso humor.

Se o funcionamento dos neurotransmissores é afetado, a pessoa inicialmente se sente triste e após certo tempo corre o risco de ficar deprimida.

A MAO-A foi encontrada em níveis 43% mais elevados em mulheres que acabaram de dar à luz do que em um grupo de mulheres que teve filhos há bastante tempo ou não tinha filhos.

Os níveis mais altos foram registrados no quinto dia após o parto, coincidindo com o dia em que o humor das mães está no ponto mais baixo.

Certas drogas podem ser usadas para diminuir os níveis desta enzima e aumentar os níveis das substâncias químicas quebradas por ela.

"Nossos resultados têm o potencial animador de prevenção da alteração de humor pós-parto. Isso pode ter um impacto na prevenção e no tratamento de depressão pós-parto no futuro", afirmou a coordenadora da pesquisa, Julia Sacher.

20 junho 2010

Vitamina B diminui risco de câncer de pulmão, sugere estudo

Fonte: BBC Brasil

Um estudo europeu indicou que pessoas com alta concentração de vitamina B no sangue parecem apresentar risco menor de desenvolver câncer de pulmão.

Os altos níveis de vitamina B6 e do aminoácido metionina cortam o risco pela metade, sugere o estudo, que acompanhou 400 mil pessoas por oito anos.

A vitamina e o aminoácido estão presentes em vários tipos de nozes, peixe e carne vermelha, e também podem ser tomados sob a forma de suplementos.publicado.

O estudo foi publicado pela revista especializada Journal of the American Medical Association. Segundo especialistas ouvidos pela revista, entretanto, parar de fumar continua sendo a melhor maneira de reduzir o câncer de pulmão.

Eles afirmam que ainda é muito cedo para determinar se o consumo de vitaminas traria alguma proteção adicional, já que os níveis mais altos de vitamina B e aminoácidos poderiam simplesmente ser resultado de um estilo de vida mais saudável, o que, por si só, reduziria o risco de câncer.

De acordo com o Fundo Mundial para Pesquisas sobre o Câncer (WCRF, na sigla em inglês), envolvido no estudo, ainda são necessárias novas pesquisas para determinar se o aumento da vitamina B na dieta pode realmente diminuir o risco de câncer e para entender a razão disso.

Dieta saudável

A cientista Panagiota Mitrou, do WCRF, afirmou: “Essas descobertas são muito animadoras já que são importantes para entender o processo de câncer de pulmão e poderiam ter implicações em sua prevenção”.

“Mas apesar de este ser um importante estudo, é vital que passemos aos fumantes a mensagem de que aumentar os níveis de vitamina B6 não é – e nunca será – um substituto para parar de fumar.”

Mas se o resultado for confirmado, isso poderia significar que ex-fumantes e pessoas que nunca fumaram podem fazer algo positivo para diminuir seu risco de desenvolver câncer de pulmão, disse a médica.

O estudo acompanhou quase 400 mil pessoas em 10 países europeus ao longo de oito anos.

Entre elas, estavam pessoas que nunca fumaram, fumantes e ex-fumantes.

Independentemente de fumarem ou não, as pessoas com níveis mais altos de vitamina B6 e metionina no sangue pareciam estar protegidas contra o câncer de pulmão.

Um número muito menor de pessoas neste grupo desenvolveu tumores no pulmão ao longo do estudo, em comparação com as pessoas com a concentração mais baixa destes nutrientes no sangue – 129 pessoas contra 408 respectivamente, de um total de 899 casos de câncer entre os pacientes acompanhados.

O pesquisador chefe do estudo, Paul Brennan, da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, afirmou: “Se novas pesquisas confirmarem nossas conclusões, então o próximo passo será identificar o nível ótimo de concentração de vitamina B no sangue para reduzir o risco futuro de câncer”.

A médica Joanna Owens, do instituto Cancer Research UK, afirmou: "Apesar de este estudo sugerir uma relação entre os níveis de vitamina B no sangue e a redução do risco de câncer de pulmão, isso não prova que a vitamina B possa diretamente proteger contra a doença”.

“A forma mais importante de se proteger contra o câncer de pulmão é parar de fumar. Nenhuma quantidade de vitaminas pode contrabalançar os riscos apresentados pelo fumo.”